Vitória num jogo com duas partes bem distintas, mas onde a justiça do triunfo nunca esteve em causa.
Num regresso a "casa" depois de uma excelente exibição no terreno do Valadares, era preciso continuarmos a mostrar sinais de evolução, frente a uma equipa com bons valores individuais. Num jogo onde era importante marcarmos cedo, para dar maior tranquilidade à equipa e obrigar o adversário a arriscar um pouco mais, acabámos por não conseguir repetir a entrada a todo o gás que havíamos feito em Valadares. Aliás, muito pelo contrário. Entrámos encolhidos, pouco agressivos e mostrando um nervosismo fora do normal. O estado do terreno e o frio que se fazia sentir podem atenuar um pouco esta entrada muito abaixo do que seria expectável, mas não justificam tudo.
O que se viu na primeira parte foi uma enorme aglomeração, muitos jogadores sobre a bola e pouca clarividência para retirar a bola da zona de pressão. Se nos lembrarmos dos principais lances de perigo que criámos, em todos houve um aspecto comum: variação rápida de flanco e bola em profundidade entre o central e lateral adversário. Foi desta forma que chegámos ao primeiro golo, mas até aí já havíamos criado duas ou três situações semelhantes, que mostravam claramente aquilo que tínhamos que fazer. O segundo golo chegaria já perto do intervalo, numa grande penalidade cobrada pelo Luisinho.
A vantagem ao intervalo era justa pelo nosso maior domínio, mas a exibição deixava muito a desejar, muito mesmo. Como dissemos ao intervalo, às vezes o resultado não chega e quanto mais jovem for o escalão maior é essa realidade. Estávamos a ganhar mas devíamos ter brindado os nossos adeptos com uma exibição de muito maior qualidade. Por isso tínhamos que mostrar mais futebol na segunda parte, porque esta equipa tem capacidade para jogar bem em qualquer circunstância. E é por acreditarmos nisso que não podemos nos importar apenas com o ganhar, com os três pontos. Isso fica para quando vocês forem seniores, mas mesmo aí deve haver essa mentalidade de que quem joga com qualidade está sempre muito mais perto da vitória.
Mais uma vez a resposta dos nossos meninos foi muito positiva. Na segunda parte já tivemos momentos de maior posse de bola, variação de flanco, construção de jogo a partir da defesa, movimentos de penetração do médio interior e do defesa lateral, em suma, uma exibição muito mais conseguida e muito mais agradável. Consequência natural dessa melhoria foram os golos, mas não deixa de ser curioso algo que depois comentámos no final do jogo. O primeiro golo da segunda parte surge já depois dos 10 minutos e lembro-me de pensar para mim antes desse golo que mesmo que não marcássemos mais nenhum golo até final do jogo, sairia muito mais contente desta segunda parte do que saí da primeira. Isto por um motivo muito simples: estávamos a praticar um futebol de excelente qualidade, e isso muitas vezes vale mais que uma goleada.
Mas felizmente pudemos aliar mais quatro golos a esta grande segunda parte, com destaque para as estreias a marcar do Rui Lourenço e Rui Oliveira em jogos oficiais. De destacar também os dois grandes golos do Diogo e do Gil, que deram ainda mais brilho à nossa vitória.
Para concluir, uma vitória inteiramente justa, com momentos de boa qualidade e uma segunda parte de muito bom nível. No entanto, a passividade dos minutos iniciais e a postura durante a primeira parte não se podem repetir. Como já foi aqui referido, a atitude tem que ser a mesma desde do apito inicial até ao fim do jogo. Só assim se alcançam os objectivos.
Por último, uma palavra para a situação que se gerou aquando da marcação da grande penalidade. Compreendo a ânsia de alguns em querer marcar a grande penalidade, mas tal como nos capitães, nos marcadores dos cantos, livres, etc. há uma hierarquia imposta pelos treinadores que tem que ser respeitada. A partir do momento em que outro colega é escolhido para marcar, a única coisa que nós devemos fazer é apoia-lo incondicionalmente. Se marcar, festejamos todos juntos, se falhar, estamos lá para o reconfortar. É este que tem que ser o espírito de uma equipa. É importante que vocês, de uma vez por todas, se convençam disso!
Bom fim-de-semana,
Mister Guto
Num regresso a "casa" depois de uma excelente exibição no terreno do Valadares, era preciso continuarmos a mostrar sinais de evolução, frente a uma equipa com bons valores individuais. Num jogo onde era importante marcarmos cedo, para dar maior tranquilidade à equipa e obrigar o adversário a arriscar um pouco mais, acabámos por não conseguir repetir a entrada a todo o gás que havíamos feito em Valadares. Aliás, muito pelo contrário. Entrámos encolhidos, pouco agressivos e mostrando um nervosismo fora do normal. O estado do terreno e o frio que se fazia sentir podem atenuar um pouco esta entrada muito abaixo do que seria expectável, mas não justificam tudo.
O que se viu na primeira parte foi uma enorme aglomeração, muitos jogadores sobre a bola e pouca clarividência para retirar a bola da zona de pressão. Se nos lembrarmos dos principais lances de perigo que criámos, em todos houve um aspecto comum: variação rápida de flanco e bola em profundidade entre o central e lateral adversário. Foi desta forma que chegámos ao primeiro golo, mas até aí já havíamos criado duas ou três situações semelhantes, que mostravam claramente aquilo que tínhamos que fazer. O segundo golo chegaria já perto do intervalo, numa grande penalidade cobrada pelo Luisinho.
A vantagem ao intervalo era justa pelo nosso maior domínio, mas a exibição deixava muito a desejar, muito mesmo. Como dissemos ao intervalo, às vezes o resultado não chega e quanto mais jovem for o escalão maior é essa realidade. Estávamos a ganhar mas devíamos ter brindado os nossos adeptos com uma exibição de muito maior qualidade. Por isso tínhamos que mostrar mais futebol na segunda parte, porque esta equipa tem capacidade para jogar bem em qualquer circunstância. E é por acreditarmos nisso que não podemos nos importar apenas com o ganhar, com os três pontos. Isso fica para quando vocês forem seniores, mas mesmo aí deve haver essa mentalidade de que quem joga com qualidade está sempre muito mais perto da vitória.
Mais uma vez a resposta dos nossos meninos foi muito positiva. Na segunda parte já tivemos momentos de maior posse de bola, variação de flanco, construção de jogo a partir da defesa, movimentos de penetração do médio interior e do defesa lateral, em suma, uma exibição muito mais conseguida e muito mais agradável. Consequência natural dessa melhoria foram os golos, mas não deixa de ser curioso algo que depois comentámos no final do jogo. O primeiro golo da segunda parte surge já depois dos 10 minutos e lembro-me de pensar para mim antes desse golo que mesmo que não marcássemos mais nenhum golo até final do jogo, sairia muito mais contente desta segunda parte do que saí da primeira. Isto por um motivo muito simples: estávamos a praticar um futebol de excelente qualidade, e isso muitas vezes vale mais que uma goleada.
Mas felizmente pudemos aliar mais quatro golos a esta grande segunda parte, com destaque para as estreias a marcar do Rui Lourenço e Rui Oliveira em jogos oficiais. De destacar também os dois grandes golos do Diogo e do Gil, que deram ainda mais brilho à nossa vitória.
Para concluir, uma vitória inteiramente justa, com momentos de boa qualidade e uma segunda parte de muito bom nível. No entanto, a passividade dos minutos iniciais e a postura durante a primeira parte não se podem repetir. Como já foi aqui referido, a atitude tem que ser a mesma desde do apito inicial até ao fim do jogo. Só assim se alcançam os objectivos.
Por último, uma palavra para a situação que se gerou aquando da marcação da grande penalidade. Compreendo a ânsia de alguns em querer marcar a grande penalidade, mas tal como nos capitães, nos marcadores dos cantos, livres, etc. há uma hierarquia imposta pelos treinadores que tem que ser respeitada. A partir do momento em que outro colega é escolhido para marcar, a única coisa que nós devemos fazer é apoia-lo incondicionalmente. Se marcar, festejamos todos juntos, se falhar, estamos lá para o reconfortar. É este que tem que ser o espírito de uma equipa. É importante que vocês, de uma vez por todas, se convençam disso!
Bom fim-de-semana,
Mister Guto
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